Todo mundo já teve um amor de primo durante a infância ou adolescência, mas poucos vingam...
Ele era o primo Rebelde, levado, divertido e mandão, era sempre o cabeça das brincadeiras. Ela, no início, a prima Patricinha que chegou de outra cidade para morar perto dos outros primos, mas logo foi contaminada pela infância levada e livre deles, e principalmente, dele... Sempre existiam brigas entre os dois, tudo poderia estar perfeitamente bem, mas os dois sempre arrumavam um motivo para discutir. Isso não foi somente na infância, foi durante até pouco tempo antes da partida...
Os demais primos sempre acobertavam o namoro dos dois. No início era escondido, muito bem escondido (dos adultos Claro). A adolescência chegou e o ciúmes aumentaram, e com o tempo, cada um seguiu o seu rumo. Ela assumiu um novo relacionamento, ele, ninguém nunca viu como a nova namorada, mas claro que tinha que marcar o território masculino. Víamos claramente que um sem o outro faltava alguma coisa. Praticamente não conversavam, parecia que só existiam diálogos se os dois estivessem no mesmo caminho ( hoje tenho certeza que era exatamente isso). O tempo foi passando, cada um tocou sua vida, mas era como uma peça de quebra-cabeças que não se encaixava se não estivessem juntos.
Até que, na data de 17 de Fevereiro de 2001, em um casamento de outros primos, ela com pouquíssimo tempo de terminado um namoro, ele encontrou a oportunidade que tanto precisava pra reconquistá-lá. Sem medo dos julgamentos familiares, simplesmente assumir am uma história de Infância perante toda a família. Para nós, "primos coviteiros", foi a melhor coisa que poderia acontecer; para a avó, a matriarca da família, havia o maior pânico de que nascesse um "filho com defeito" ( é essa frase que ela usava como argumento), o que para ele, lógico, era um motivo de deboche. Namorados durante um tempo, até resolverem ir morar juntos, enfrentaram tudo e todos, principalmente quem achava que aquilo não iria durar muito tempo, aquela disposição de enfrentarem a vida.
Pois eles enfrentaram tudo e não foi pouca coisa... juntos construíram o seu ninho de amor, construiram uma amizade e o companheirismo, que Muitos gostariam de ter em qualquer relação, mas, claro, a briga era frequente. Ás vezes, nós primos chegavamos a pensar que não iria durar muito tempo, porque eles brigavam por qualquer coisinha, até mesmo por um olhar que o outro poderia não entender. Mas quem disse que o amor tem que ser na paz da perfeição de uma relação? O amor deles era diferente, foi construído nas brigas, brigas essas que eram apenas de boca, nunca ouvi dizer que um teria levantado a mão ou traído o outro desde aquela data do beijo perante toda a família. Existiam, sim, discussões, mas existiam respeito e fidelidade.
"Amor foi crescendo aos poucos
Provado na dor Como o ouro provado no fogo
Pra poder se tornar com o tempo,Um belo tesouro, tão raro no mundo,Sacramento selado por Deus."...
Lutaram tanto para ter o seu filhinho , não veio tão fácil como eles mesmo imaginavam. Foi uma gravidez complicada, mas valeu a pena. O tempo de espera, e não foram apenas os nove meses, foram anos de espera. Nasceu o Pedigree, raça pura da família, assim é chamado pelos outros primos, ranzinza como pai e divertido como a mãe. Nos últimos tempos, os dois pareciam estar vivendo numa lua de mel eterna. Ela chegou a comentar a possibilidade de oficializar o casamento ainda este ano de 2016, as primas mais próximas ficaram todas empolgada em ajudar...
Os últimos dias de vida foram de viagem, diversão , felicidade, risos, brincadeiras, festas ... Bastava estar ao lado dos dois que teríamos tudo isso...
Chegou o ano de 2016, e, como sempre, foram descansar em um fim de semana junto com os primos e irmãos que eles tanto consideravam, e que pelas fotos e vídeos, temos provas de como os dois se divertiram... pareciam estar numa lua de mel, a que eles não tiveram até então. Fotos dos dois se beijando, sorrindo, brincando... Dizem que fugiram a todo momento para namorar...
Mas o destino entrou na frente. Não dá pra entender o porquê, não hoje... 2016 iniciou-se com os três primeiros meses mais difíceis e doloridos pra todos da família. Até que eles partiram para o reino de Deus, apenas três meses de diferença, não foi algo escolhido por eles mas pelo destino...
ELE e ELA agora estão bem, porque estão no céu e vai ter festa, pois vai ter um casamento onde nós, que tanto desejamos presenciar, esse momento, não estaremos presentes. Isso quer dizer que, o que Deus uniu, nada separa... o que o amor verdadeiro uniu nem, mesmo a morte separa.
Sabemos que hoje eles estão comemorando no céu com toda a alegria e diversão que Eles tinham aqui na terra... e agora esse amor, alegria, amizade que aqui na terra ja era contagiante, a alegria no rosto que pertencia aos dois e que tivemos a oportunidade de conviver , hoje brilha no céu.. então um dia nos encontraremos para as bodas...
Afinal um amor verdadeiro como esse, nem a morte separa....
Afinal um amor verdadeiro como esse, nem a morte separa....

Lindo, verdadeiro e sincero. Graças a Deus tive a oportunidade de fazer parte dessa linda história de amor. E graças ao destino, faço parte dessa família, destino pelo qual a crueldade do acidente não destruiu e jamais terá forças para destruir um verdadeiro e grande amor.
ResponderExcluirLindo, verdadeiro e sincero. Graças a Deus tive a oportunidade de fazer parte dessa linda história de amor. E graças ao destino, faço parte dessa família, destino pelo qual a crueldade do acidente não destruiu e jamais terá forças para destruir um verdadeiro e grande amor.
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